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quinta-feira, 28 de março de 2013

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Assassinatos Hediondos no Japão


Sempre que eu ouço falar de algum crime bizarro aí no Brasil, seja esposa que fatia o marido e enfia em malas, ou motoristas que levam o braço de motoqueiros para passear, eu lembro que para cada assassinato hediondo brasileiro tem um dez vezes pior cometido por um japonês.

É o tipo de competição que nenhuma nação quer ganhar, mas eu acho que entre em termos de atrocidades cometidos por pessoas "normais" (descontando aqueles que são cometidos por militantes, fanáticos e criminosos de longa data), o Japão é o ichiban!

Pra provar meu ponto, separei aí cinco dos casos mais escabrosos que aconteceram por aqui nos últimos tempos. É claro que não vou postar nenhuma imagem grotesca aqui, mas as histórias são fortes, e se você é sensível demais para esse tipo de conteúdo, ou tem baixa tolerância a humor negro, recomendo que não continue a leitura =).



Toorima de Osaka

O termo "toorima", "dêmonio da rua" é usado no Japão para chamar os malucos que saem por aí matando todo mundo que vê na frente. Pois é, não é tão raro isso acontecer por aqui.

Veja esse caso que aconteceu em junho de 2012. Kyozo Isohi, de 36 anos esfaqueou e matou um homem e uma mulher no meio da rua em plena luz do dia em Osaka.

Depois de ser detido ele revelou seu motivo: na verdade o que ele queria mesmo era cometer suicídio, pois havia saído do presídio há apenas um mês, estava desempregado e sem moradia, mas achou que se matasse algumas pessoas, seria sentenciado à pena de morte, o que o pouparia do trabalho de tirar sua própria vida.

Infelizmente não encontrei informações para saber se o "gênial" plano do cara aí deu certo.

Plantando a mãe

Um estudante comemorou o aniversário de sua mãe uma maneira pra lá de estranha: chegou na estação de polícia de Aizu Wakamatsu e retirou a cabeça da coitada de uma bolsa para confessar seu crime.

Na busca que a polícia fez no apartamento do maluco ainda encontraram o braço da mulher  pintado de branco enfiado num vaso, e o resto do seu corpo sob um cobertor, além do serrote que foi usado para fazer todo o serviço. Apesar de o garoto falar que matou a mãe enquanto ela dormia, tanto a vítima quanto o assassino apresentavam marcas de corte, o que indicava luta.

Os professores do estudante disseram que ele era instável emocionalmente. A família dele morava em outra cidade, e ele tinha se mudado com seu irmão, mas a mãe sempre os visitava para cuidar do apartamento.

Ninguém conseguiu descobrir ao certo porque o rapaz fez isso, mas segundo o professor de psicologia do crime Akira Fukushima, da Universidade Jochi de Tokyo, a decapitação indicava um forte ódio do assassino pela vítima. Coisa que não precisava de tantos títulos para descobrir...

Rapto mal-sucedido

É um tanto comum homens japoneses não conseguirem casar com ninguém e viverem sozinhos por toda a vida. Esse tipo de coisa geralmente só aumenta a clientela dos prostíbulos e lan houses voltadas para adultos do Japão, mas para Takanori Hoshijima, de 34 anos, essa vida não era o suficiente.

Ele sequestrou sua vizinha de 23 anos para torná-la sua escrava sexual, mas ficou com medo de ser preso e resolveu se livrar dela. Picotou a coitada, enfiou os pedaços maiores num saco de lixo e o resto mandou pelo vaso sanitário.

Só que restos do corpo foram encontrados no esgoto perto da casa do espertalhão, o que levou a polícia até ele, que pegou prisão perpétua.

Sakakibara Seito

Em 1997 o Japão presenciou uma das séries de assassinatos mais macabras dos últimos tempos.  Após terem encontrado uma garota de 10 anos espancada até a morte, e de reportarem ataques à outras garotas, no dia 27 de maio eles tiveram o capítulo mais cabuloso desta história:  O zelador de uma escola primária encontrou a cabeça decapitada de um estudante de 11 anos no portão da escola.  Na boca dele, um bilhete escrito com tinta vermelha dizendo que aquele era apenas o começo.

A polícia ainda recebeu vários outros bilhetes do psicopata que se autodenominava Sakakibara Seito, uma palavra sem sentido, mas que usa os kanjis de álcool, demônio, rosa, santo e luta. Essas cartas eram cheias de referência religiosa e ameaças,  e também culpava o rígido sistema de educação japonês pelo seu comportamento.

Ele levou um mês para ser capturado, e aí vem a parte mais chocante da história: o assassino cruel era um garoto de apenas 14 anos, que apresentava inúmeros traços de uma personalidade doente e que nunca foi reparada pelos pais.

O garoto nunca teve o nome revelado por ser de menor, e ele foi solto aos 21 anos. Pelo que falam ele foi curado da sua insanidade mental e hoje vive livre com sua identidade protegida pelas autoridades.

O Hanibbal do Japão

Num belo dia em Paris, uns locais viram um japonês esquisito desovando uma mala no lago de um parque.  Eles suspeitaram da cena e chamaram a polícia. Sim, a mala continha um corpo feminino completamente mutilado.  Checando o apartamento do meliante, Issei Sagawa de 33 anos, eles encontraram pedaços de carne humana embalados dentro da geladeira.

Sagawa não resistiu a prisão e confessou todo o crime que cometeu. Ele estava na França fazendo pós-graduação em literatura, coisa que depois se revelaria apenas um pretexto, porque ele já tinha tentado matar no Japão, mas não conseguiu, e foi tentar a sorte em outro país. Ele convidou uma colega holandesa, Renée Hartevelt de 25 para jantar, atirou na nuca dela com uma carabina calibre 22, estuprou o cadáver, fatiou e a comeu. Agora no sentido literal.

O cara é tão sem-noção que na confissão revelou os mínimos detalhes do seu ato sórdido, citando inclusive o gosto que a carne da vítima tinha, que eu não vou escrever aqui, porque senão vocês não vão querer mais comer atum.

Ele foi transferido para uma clínica psiquiátrica no Japão, onde foi diagnosticado como "psicótico intratável". Só que esse filho de corno era um filho de um corno cheio da grana, e logo ganhou a liberdade.

Hoje esse cidadão vive em Tóquio e é uma espécie de celebridade no Japão, ganhando a vida graças à fama que seu ato macabro rendeu. Já escreveu livros, foi assunto de documentários e até de crítico gastronômico já atacou.

Depois dessa meu humor negro ficou branquinho branquinho...






Sempre que um caso desses ocorre, um monte de especialistas em qualquer coisa tentam justificar de alguma forma o incidente. Normalmente deixam a culpa em cima da enorme pressão que a sociedade faz sobre o cidadão japonês desde a infância, em ser melhor que os outros na escola e no trabalho, na frieza que os pais educam seus filhos e no costume de ser um povo pacato, que não gosta de mostrar sua emoção. Ou seja, tudo isso somado a uma mente instável é a receita de uma bomba.

Aos poucos a cultura japonesa está mudando, e talvez no futuro diminua bastante esses incidentes. Mas o que me assusta, é que pressão, má educação das crianças e frieza emocional são características que estão crescendo cada vez mais no Brasil.

Se cuidem aí!


Agradecimentos especiais à minha mulher linda que não só revisou o texto como sempre, mas também ajudou na pesquisa, mesmo se borrando de medo de que a polícia japonesa rastreasse nossa conexão e batesse na porta aqui de casa para saber o motivo do interesse repentino em crimes hediondos.




4 comentários:

  1. Putha que laparea Kkkkkkkkkkkk eu sempre soube que os Japas eram meios doidos mas os caras que aparecem ai merecem o troféu psicopata vermelho. Adorei o post muito bem escrito e realmente teve um mané que fez seu humor negro parecer um conto de fadas.

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  2. Teve um caso bem antigo também aí no Japão que é o caso Junko Furuta, Não sei se tu ouviu falar... Mas já aconteceu a muito tempo. Depois tu dá uma pesquisada! (isso se você não conhece velberan! rsrs) Abs

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  3. Aqui no Brasil, nós temos o maníaco do parque, Pedrinho matador, coxinha com carne de gente, atirador de Realengo, entre outros. São tantos que nem dá para contar.

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Obrigado pela participação! =D